A minha copa é no Zimbábue

Enquanto muitos deixam a África do Sul, na sexta-feira embarco para uma empreitada bem interessante no contra-fluxo do pós-copa. Passarei três meses no Zimbábue em uma pesquisa de campo, solito, no coração da sociedade civil do país.

É uma viagem longa para uma região da África que ainda não estive. Por isso quem me conhece sabe que estou acometido daquela ânsia extrema, que sempre me atinge às vésperas de viagens importantes.

Como sempre, tive a sorte de ter um grande amigo zimbabueano, Obert Ohodzi, que me alertou para algumas dificulades e cuidados que tenho que ter no local em diversas circuntâncias. Não vou entrar no detalhe do que estou levando, mas basta saber que repelente e comprimidos leves contra malária não vão faltar.

You don´t have to…

Leves porque os convencionais contra malária produzem efeitos colaterais que afetam não somente o estômago, mas o sistema nervoso central. É uma bomba química que pode te comprometer para o resto da vida.

Consegui um outro, o Malarone, que eu preciso tomar dois comprimidos dois dias antes de embarcar para uma região crítica. Em Harare, na capital, usarei repelente. Ficarei na casa do sogro de Obert por US$ 150 por mês. “But you don’t have to pay, man”. Gente boa.

Não posso negar que o significado do Zimbábue para a África e a atual atmosfera do país descrita pela mídia ocidental potencializa a tal expectativa. Trata-se de um país que, como a África do Sul, viveu um regime racista e teve levantes rebeldes.

Amenidades

Nos anos 1980, o Zimbábue teve a economia acelerada pelo tabaco,era o principal produtor mundial do produto. Foi potência econômica da região, com centrais sindicais fortes, índice de emprego e renda invejáveis. Mas houve o arrefecimento da economia, que ficou mais agudo há 10 anos.

Enquanto a África do Sul cresce, o Zimbábue enfrenta uma crise extrema cujos motivos devo, por puro bom senso, abordar em outra oportunidade. A África do Sul recebeu uma Copa do Mundo, o Zimbábue um pesquisador brasileiro vindo da Alemanha.

Nas próximas semanas, tentarei manter o blog em pé com algumas amenidades sobre o que acontece no ambiente zimbabueno. Vejamos como vai ser este diário quando chegar em Harare. Não esperem textos críticos por motivos óbvios. Talvez, quando voltar para a Alemanha, a gente deixa o nosso papo um pouquinho mais reto… hummm, digo isso me coçando, mas é assim que deverá ser.

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2 Respostas para “A minha copa é no Zimbábue

  1. Marcelo Pessôa

    Ainda bem que tem amigos que te orientam quanto a situação no local!
    Boa sorte e tenta manter o Blog em dia contando as novidades vividas!

  2. Amigo!
    Boa sorte nessa mais nova empreitada.
    Seguirei acompanhando tuas andanças te desejando sempre BOA SORTE em tudo!
    Beijos saudosos…

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