Copa 2010: A revolta dos titãs

Não dá para dizer que os alemães estão com medo, mas eu diria que estão divididos entre o nervosismo e o pensamento realista. No meu contato com as pessoas, percebo que muitos acreditam que não passam da Argentina. Outros pensam que vão ser campeões porque venceram a rival Inglaterra com superioridade.

Comentei os jogos de sábado e domingo pela Deutsche Welle e vi que a Argentina apresentou por um momento um futebol mais dentro da sua realidade das eliminatórias no enfrentamento contra o México porque, afinal de contas, jogou contra uma equipe que está um pouco acima do nível das demais do seu grupo na primeira fase.

O México jogava concentrado, até melhor que os argentinos na primeira metade do primeiro tempo. Levou o gol e acusou o golpe. Era evidente que os mexicanos jogavam no limite da atenção e do rendimento até o primeiro gol, e tinham que fazer isso porque sabiam que se desconcentrassem, perderiam o jogo.

“La mano de Dios” segura a do bandeirinha

A única coisa que os mexicanos não contavam é que o juizão iria dar uma ajuda para a Argentina. Isso derrubou a todos dentro de campo e fez crescer a Argentina que não estava com a partida sob controle. Foi como aconteceu com o Brasil contra o Chile. Os chilenos jogavam também no limite, porém o gol de Juan desmontou a equipe e o Brasil cresceu, resolveu jogar.

Quanto a Alemanha, é claro que o jogo seria outro se o gol de Lampard fosse validado. Alemanha fez dois gols no contra-ataque no segundo tempo. Se o jogo estivesse empatado, os ingleses não iriam pra cima deixando espaço para o mortal contra-ataque alemão. Nessa bagunça, ainda tem o gol de David Villa contra Portugal, que também estava em posição irregular.

A gente pode dizer que os deuses do futebol usaram estas oitavas de final para dois recados, ambos apelando por mais justiça. Primeiro aos alemães que tiveram a chance de serem compensados por 1966 (embora eu acredite que não levam o título que perderam na ocasião). Segundo, porque multiplicaram-se evidências de que é necessário mudar algo na fiscalização de impedimentos e lances de gol.

Romantismo com o dos outros é emocionante

Sep Blatter diz que o jogo iria parar demais com a tecnologia sendo empregada para ver impedimentos e analisar se bolas realmente entraram. Porém, há como o jogo continuar no seu ritmo normal. Em lances de gols ilegais por exemplo, o juiz poderia receber avisos de auxiliares fora do campo que poderiam monitorar o lance.

Esse processo não demoraria mais tempo do que o usado para tirar a bola do fundo das redes e colocá-la novamente no centro do gramado. Aliás, seria mais rápido do que quatro anos de preparação para o Mundial, que, para algumas federações, é custosa e quase impossível de ser feita com qualidade. O único que ganha com erros de arbitragem deste porte é quem apostou na equipe beneficiada, que vai ganhar, apostar novamente e beneficiar as máfias de apostas. Exagero?

Em 2008, o jornalista canadense Declan Hill, evidenciou no livro „Como manipular uma partida de futebol“, que tanto jogos pequenos da segunda divisão da Finlândia, como jogos de copa podem ser manipulados por máfias asiáticas de aposta. Um dos jogos citados no livro é Brasil e Gana nas oitavas de 2006. “Não digo que ganeses foram comprados, mas houve algo estranho em torno deste jogo”, disse Hill.

Ele conversou com jogadores de Gana que confirmaram que foram procurados por apostadores. Seu informante do livro teria lhe dito que Gana iria perder por, pelo menos, dois gols de diferença. Gana se atirou pra cima do Brasil jogando com a defesa em linha. Contra os Ronaldos e Adriano isso é suicídio. Foram 3 gols iguais. O segundo e o terceiro gols do Brasil são bastante duvidosos, inclusive.

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Uma resposta para “Copa 2010: A revolta dos titãs

  1. Marcelo Pessôa

    Não tenho muita coisa a comentar!
    Só queria dizer uma coisa: como aquela bola caprichosamente beijou o travessão da meta alemã? Pior, pq justamente contra a Inglaterra? Como é que pode uma coisa dessas?
    Quanto a manipulação de resultados, digamos que pode haver sim. Mas ainda assim ,vejo que o futebol é o esporte onde isso á mais difícil de fazer. A grande quantidade de pessoas envolvidas é o primeiro fator complicador.
    Digamos então que se tente subornar o árbitro. Ele vai lá e marca um pênalti que não ocorreu. Mesmo assim o batedor tem 50% de chance de errar a penalidade maldosamente marcada!
    Pois é!
    Coisas do futebol…

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