Obama-Fieber

O que já era impressão de analistas está comprovado por um estudo. A eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos fez mesmo a chamada relação transatlântica melhorar não somente em âmbito governamental. É o que destaca a edição digital deste final de semana (25.07) do semanário alemão Spiegel.

Uma pesquisa feita pelo Pew Research Center (PRC), de Washington, aponta que os alemães estão especialmente eufóricos com a nova política externa norte-americana, apesar de se manterem críticos com relação ao conflito no Afeganistão.

A pesquisa aconteceu entre maio e junho, ouvindo 26 mil pessoas em 24 países europeus. A matéria de Gregor Peter Schmitz, correspondente da revista Spiegel em Washington, destaca como “especialmente dramática” a mudança de postura dos alemães em relação aos Estados Unidos após os seis primeiros meses do governo Obama.

Não tem pra Merkel na Alemanha. O negócio é Obama.

Não tem pra Merkel na Alemanha. O negócio é Obama.

Obama é mais popular que Merkel na Alemanha

Conforme o texto, 64% dos entrevistados alemães têm uma posição positiva sobre os Estados Unidos. No ano passado, conforme a Spiegel, 31% dos alemães deram esta resposta quando o presidente ainda era George W Bush.

Cerca de 93% dos entrevistados na Alemanha disseram que confiam no atual presidente norte-americano. Obama só é tão bem-quisto assim no Quênia, país onde seu pai nasceu. A própria chanceler Angela Merkel não tem tamanha aprovação aqui na Alemanha. Fica nos 75%, o que também não é um índice desprezível.

Quase 93% dos alemães ouvidos pelo PRC acreditam que Obama é capaz de tomar as decisões corretas no cenário internacional. O índice já impressiona por si só, porém quando comparado ao de George W Bush, que na mesma pesquisa obteve 80 pontos a menos, ou seja, 13%, o quadro se torna contundente.

Europeus se mostram crédulos em relação ao presidente norte-americano

Guantânamo é o “calcanhar de Aquiles”

Conforme teria declarado o pesquisador do PRC, Andrew Kokut, à Spiegel, os entrevistados acreditam no potencial de Obama para “agir de forma multilateral, buscar o apoio internacional em caso de uso de violência, além de colocar em prática a idéia de retirar as tropas norte-americanas do Iraque e fechar Guantânamo “.

Também em outros países europeus como Inglaterra, França e Espanha, os cidadãos parecem mais simpático aos Estados Unidos. “Colabora para isso o interesse de Obama na retirada das tropas do Iraque e o fechamento de Guantânamo”, conforme a Spiegel.

Na Alemanha, 84% dos entrevistados aplaudiriam o fechamento da prisão de Guantânamo, conforme a pesquisa do PRC. Abaixo, um dos momentos mais marcantes da política internacional dos últimos anos. Barack Obama, há um ano, discursava em Berlim, em plena campanha eleitoral norte-americana. Quem está fora deste eixo da chamada “Aliança Atlântica” precisa refletir um pouco sobre este tema. O significado do gesto e a simbologia das palavras de Obama se dirigindo ao povo alemão não podem ser simplificados.

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